27/08/2026

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Klabin desenvolve embalagens mais eficientes para atender os desafios de transporte e conservação de FLV

Soluções da Companhia transportam cerca de 1,4 milhão de toneladas de frutas por ano; engenharia aplicada às caixas busca melhorar ventilação, resistência e aproveitamento logístico


Crédito: divulgação Klabin

São Paulo, 27 de agosto de 2026 – Do campo ao ponto de venda, frutas, verduras e legumes percorrem um trajeto que demanda controle de segurança alimentar, temperatura, ventilação, empilhamento correto e aproveitamento do espaço de transporte. Qualquer alteração em um desses itens pode interferir na qualidade do produto que chega ao consumidor final. Nesse percurso, as embalagens de papelão ondulado têm avançado em tecnologia para combinar proteção dos alimentos com eficiência no resfriamento, armazenagem e logística.

A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e de soluções sustentáveis em embalagens de papel do Brasil, produz mais de 200 milhões de embalagens de papelão ondulado por ano para o transporte de cerca de 1,4 milhão de toneladas de frutas, boa parte delas destinadas à exportação. O processo de desenvolvimento dessas soluções considera as características de cada produto e as condições às quais ele será submetido até o destino. São projetos que envolvem desde a análise do fluxo de ar e da resistência mecânica até o dimensionamento das caixas para melhorar a ocupação de paletes e contêineres.

Esse trabalho foi apresentado pela Companhia durante a Brazil Conference & Expo 2026, realizada em São Paulo, no painel Muito Além da Embalagem: Performance e Sustentabilidade em Cada Caixa. Gustavo Jaoude, gerente executivo regional Norte/Nordeste de Papelão Ondulado da Klabin, e Felipe Broilo, coordenador de Responsabilidade Ambiental da empresa, abordaram como engenharia, desenvolvimento de materiais e sustentabilidade são aplicados às demandas do segmento de frutas, legumes e verduras (FLV).

Um exemplo desse trabalho é a embalagem desenvolvida pela Klabin para acondicionar até oito quilos de uvas. O desafio era conciliar a proteção da fruta ao longo de toda a cadeia logística com a necessidade de tornar mais eficiente o resfriamento após a colheita. A partir da análise da operação, a Klabin redesenhou a estrutura da caixa e inverteu seu conceito construtivo para ampliar a abertura lateral e direcionar o fluxo de ar frio. A mudança permite que o ar circule de maneira mais uniforme entre as frutas, reduzindo o tempo necessário no túnel de resfriamento e, consequentemente, o consumo de energia dessa etapa.

O redesign da caixa aumentou ainda a resistência mecânica da embalagem sem comprometer a leveza. Com isso, foi possível acrescentar uma camada de caixas ao palete, ampliando a quantidade transportada e o aproveitamento do espaço logístico. A solução ainda viabilizou a substituição de materiais de origem fóssil pelo papelão ondulado, produzido a partir de matéria-prima renovável proveniente de florestas plantadas e certificadas, além de integrar uma cadeia de reciclagem bem estabelecida, favorecendo a circularidade após o uso.

O projeto exemplifica uma das frentes adotadas pela Klabin no desenvolvimento de embalagens para o setor: a cocriação de soluções, que considera as características do produto, o percurso logístico e as necessidades do cliente. O objetivo é utilizar o desenho estrutural da caixa para buscar ganhos em diferentes pontos da operação, como ventilação, resistência, produtividade, consumo de energia e ocupação do transporte.

Para desenvolver e testar seus produtos, a Klabin conta com estruturas dedicadas à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções, como o Centro de Tecnologia Klabin (CTK), localizado no Paraná, e o Centro de Tecnologia de Embalagens (CTE), mantido em São Paulo. A Companhia também possui operações com tecnologia de ponta, como as unidades Piracicaba II (SP), Horizonte (CE) e Goiana (PE), com capacidade de produção de embalagens da arte. Além disso, o modelo de negócios da Klabin integra diferentes etapas da cadeia, da matéria-prima à produção da embalagem final, permitindo combinar conhecimentos sobre mix de fibras, tipos de papéis, design estrutural e processos de conversão, buscando o melhor resultado de acordo com a necessidade do cliente.

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